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	<title>Rumos do Brasil &#187; Fernando Portella</title>
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	<description>Propostas para um país melhor</description>
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		<title>No Campo, a eterna disputa</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 11:51:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Portella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Políticas Rurais]]></category>

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		<description><![CDATA[O Plano Agrícola e Pecuário 2009/2010 confirma a cisão que existe na área rural brasileira, pela forma que destina R$ 107,5 bilhões para financiar a agricultura e a pecuária no Brasil. Desses recursos, R$ 92,5 bilhões vão para a “agricultura comercial”, correspondendo a 86% total, enquanto a agricultura familiar fica com R$ 15 bilhões, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Plano Agrícola e Pecuário 2009/2010 confirma a cisão que existe na área rural brasileira, pela forma que destina R$ 107,5 bilhões para financiar a agricultura e a pecuária no Brasil. Desses recursos, R$ 92,5 bilhões vão para a “agricultura comercial”, correspondendo a 86% total, enquanto a agricultura familiar fica com R$ 15 bilhões, ou seja, 14% restantes.</p>
<p>As estruturas do governo federal responsáveis pela implementação do Plano Agrícola e Pecuário &#8211; o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério do Desenvolvimento Agrário, atuam com o foco na defesa dos interesses desses grupos – agronegócio e agricultura familiar, respectivamente.</p>
<p>A disputa pelos recursos públicos do Plano Agrícola e Pecuário, subsidiados em maior ou menor medida, reembolsáveis ou não, é mais um elemento de divergência entre os segmentos com forte presença e participação no campo.</p>
<p>De um lado, beneficiam-se os grandes proprietários e as entidades ligadas ao agronegócio, como a Confederação Nacional da Agricultura – CNA, responsáveis em grande parte pela concentração de terras, pela produção extensiva, de alto impacto ambiental, com uso massivo de agrotóxicos e de transgênicos, além do desmatamento improdutivo de grandes áreas nativas.</p>
<p>Por outro lado, de forma bastante desigual e desproporcional, procura-se atender os produtores e representantes da agricultura familiar, organizada em pequenas propriedades para a produção de alimentos, que emprega de mão de obra familiar, utiliza métodos e tecnologias tradicionais, de baixo impacto ambiental.</p>
<p>Na mídia opta-se por mostrar o Abril Vermelho do MST &#8211; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, caracterizando as manifestações para acelerar a reforma agrária no Brasil como atos de vandalismo que beiram o terrorismo. Mostram a ocupação de prédios públicos e as imagens de “invasões” e destruição de laranjais e instalações das áreas griladas por grupos privados, no interior de São Paulo e do Pará. Destacam-se ainda na mídia a campanha da CNA pela paz no campo, no momento em que a justiça condena os mandantes do assassinato da Irmã Dorothy, morta por defender projeto de agricultura familiar sustentável.</p>
<p>Ainda há muito para avançar no desenvolvimento das políticas públicas &#8211; agrária, agrícola, de financiamento e de crédito &#8211; implementadas no campo brasileiro para superação desse permanente, desigual e desproporcional conflito de interesses.</p>
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		<title>Tecnologia social, um caminho para o desenvolvimento sustentável</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 16:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Portella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Políticas Rurais]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentavel]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia social]]></category>

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		<description><![CDATA[Tecnologia Social, por definição, “compreende produto, técnica ou metodologia reaplicável, desenvolvida na interação com a comunidade e que represente efetiva solução de transformação social”. A 5ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social (2009), finalizada dia 24 de novembro, completou uma década de reconhecimento a iniciativas sociais de desenvolvimento, apropriação e aplicação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tecnologia Social, por definição, “compreende produto, técnica ou metodologia reaplicável, desenvolvida na interação com a comunidade e que represente efetiva solução de transformação social”.</p>
<p>A 5ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social (2009), finalizada dia 24 de novembro, completou uma década de reconhecimento a iniciativas sociais de desenvolvimento, apropriação e aplicação de tecnologias que impacta na vida das pessoas, especialmente comunidades com menor renda e menos acessos.</p>
<p>O objetivo do prêmio é identificar, reconhecer e difundir tecnologias produzidas não só pela academia e instituições, mas, principalmente, os saberes e as práticas inovadoras desenvolvidas pelas comunidades em locais distantes para solucionar seus problemas.</p>
<p>Hoje, o Banco de Tecnologias Sociais já dispõe de mais de 450 tecnologias certificadas, prontas para reaplicação, disponíveis no sítio <a href="http://www.fbb.org.br">www.fbb.org.br</a>. A utilização é livre para qualquer comunidade.</p>
<p>Este ano, 695 iniciativas inscreveram-se para participar do processo de seleção e premiação, que ocorre a cada dois anos. Na primeira edição em 2001, foram 523 inscritos. Em 2003, 634 comunidades participaram. No ano de 2005, foram 658, e em 2007, 782 inscrições.</p>
<p>O Prêmio divide-se em 8(oito) categorias, cada uma das regiões do País e 3(três) temas, Direitos da Criança e do Adolescente e Protagonismo Juvenil, Gestão de Recursos Hídricos e Participação de Mulheres na Gestão de Tecnologias Sociais.</p>
<p>Destacam-se, entre os finalistas nesta edição, a iniciativa premiada pela Região Sul, conduzida por agricultores familiares que produzem e preservam sementes crioulas, na União das Associações Comunitárias do Interior de Canguçu (RS).</p>
<p>Num processo de cooperação, os pequenos agricultores descobrem na preservação da biodiversidade uma boa oportunidade de geração de renda, resgatando e preservando variedades de sementes em risco de extinção, principalmente de alimentos como milho e feijão.</p>
<p>Essa produção ocorre justamente na região do estado do Rio Grande do Sul, conhecida pela situação de pobreza e condições ambientais degradadas, provocadas em função do uso extenuante dos solos pelo latifúndio e pelas monoculturas, incorrendo até mesmo em processos de desertificação.</p>
<p>O desafio agora, além de superar o uso de tecnologias nocivas ao homem e ao ambiente como os transgênicos e os agrotóxicos, é massificar as tecnologias sociais, promovendo e estimulando seu uso e consolidação como políticas públicas que visem a inclusão social e o desenvolvimento sustentável.</p>
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		<title>No Campo, dois pesos e duas medidas</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 16:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Portella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Políticas Rurais]]></category>
		<category><![CDATA[agronegocio]]></category>
		<category><![CDATA[agrotoxico]]></category>
		<category><![CDATA[boias frias]]></category>
		<category><![CDATA[confederacao nacional da agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[ministerio da agricultura pecuaria e abastecimento]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
		<category><![CDATA[transgenicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje no Brasil, a área rural encontra-se dividida em duas. Uma parte da agricultura familiar, produtora de alimentos, organizada em pequenas propriedades, emprego de mão de obra familiar, de baixo impacto ambiental e que utiliza métodos e tecnologias tradicionais. De outro lado, o agronegócio que produz para mercados externos, principalmente em grandes extensões de terra, emprega [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje no Brasil, a área rural encontra-se dividida em duas. Uma parte da agricultura familiar, produtora de alimentos, organizada em pequenas propriedades, emprego de mão de obra familiar, de baixo impacto ambiental e que utiliza métodos e tecnologias tradicionais.</p>
<p>De outro lado, o agronegócio que produz para mercados externos, principalmente em grandes extensões de terra, emprega trabalhadores rurais, contrata boias-frias, para trabalhar em monoculturas extensivas, de alto impacto ambiental, utilizando em grande medida agrotóxicos e transgênicos.</p>
<p>É nesse contexto que as políticas agrícola e agrária do governo federal são implementadas pelo <a href="http://www.mda.gov.br/portal/">Ministério do Desenvolvimento Agrário </a>e pelo <a href="http://www.agricultura.gov.br/">Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento</a>. Duas estruturas do Poder Executivo Federal que atuam orientados ao atendimento das demandas desses grupos – agricultura familiar e agronegócio.</p>
<p>O conflito de interesses resultou na instituição da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso Nacional. De um lado, o lobby interessado em investigar a suposta destinação de recursos públicos para as associações e organizações ligadas ao <a href="http://www.mst.org.br/">Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra</a>- MST.</p>
<p>Em contraposição, verifica-se na CPMI uma oportunidade de investigação sobre grilagem de terras públicas, acesso a crédito e recursos públicos destinados a apoiar o latifúndio, incluindo a realização de eventos e feiras agropecuárias da Confederação Nacional da Agricultura &#8211; CNA.</p>
<p>A disputa é permanente, inclusive na mídia, onde os debates são mais acirrados. Grande parte dos veículos de comunicação revela-se comprometida com os interesses do agronegócio e com a defesa de seus ideais, manipulando informações, concedendo espaços mais generosos e até mesmo produzindo “pesquisas” na tentativa de desqualificar os assentamentos da reforma agrária perante a opinião pública.</p>
<p>Resta esperar os resultados e os desdobramentos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Provavelmente, como ocorre com outras CPIs, haverá muito espetáculo midiático, julgamentos e condenações em tempo real pela TV, e desta vez, pelo menos com uma certeza de que o campo continuará dividido, em dois pesos e duas medidas.</p>
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		<title>A imagem do movimento</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 13:51:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Portella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Políticas Rurais]]></category>
		<category><![CDATA[comissão parlamentar de inquérito]]></category>
		<category><![CDATA[CPI]]></category>
		<category><![CDATA[movimento dos trabalhadores rurais sem terra]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
		<category><![CDATA[reforma agrária]]></category>

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		<description><![CDATA[O principal movimento social da América Latina – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tem sua imagem manipulada permanentemente. Após conquistar do governo federal medidas importantes, como a atualização dos índices de produtividade, que são utilizados como parâmetros legais para a desapropriação de terras para a Reforma Agrária, a ocupação da fazenda Capim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O principal movimento social da América Latina – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tem sua imagem manipulada permanentemente.</p>
<p>Após conquistar do governo federal medidas importantes, como a atualização dos índices de produtividade, que são utilizados como parâmetros legais para a desapropriação de terras para a Reforma Agrária, a ocupação da fazenda Capim, no interior de São Paulo, por cerca de 250 famílias do MST reacendeu debates.</p>
<p>Ao denunciar que a área de 2,7 mil hectares de posse da União, vem sendo utilizada ilegal e irregularmente pela empresa Cutrale para a produção de laranja, o MST despertou novamente a ira de diferentes setores, inclusive do presidente do Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>A reação foi imediata. Os ruralistas e o agronegócio fecharam posição contra a revisão dos índices e passaram a utilizar os meios de comunicação para pressionar e condenar a ação em São Paulo. A mídia passou imediatamente a atacar o MST.</p>
<p>Nenhuma novidade. A mídia sempre assume a defesa intransigente dos interesses do capital, do agronegócio e do latifúndio, fechando os olhos para os problemas estruturais da sociedade. Em outra frente, apóia parlamentares conservadores a retomarem os debates para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o MST e requentar velhas teses de que o movimento vive às custas de dinheiro público. Os ataques partem justamente de empresas que vivem de verbas públicas.</p>
<p>A força da imagem de um trator destruindo pés-de-laranja em horário nobre das redes de televisão supera o fato da grilagem de terras públicas promovida por monopólio privado ao arrepio da lei.</p>
<p>Portanto, em época de julgamentos e execuções pela mídia, em tempo real, é preciso estar de olhos bem abertos, atentos e fortes, para conhecer a realidade do campo e seu processo de transformação.</p>
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