Opções


A despeito das diferenças entre as correntes religiosas de nosso planeta, em todas as comemorações têm-se como referência máxima a confraternização entre os povos, o espírito do despojamento, da renúncia, da abnegação, da humildade e o propósito de incorporar tais virtudes em nossos corações e mentes, sejamos pobres ou ricos.

No mundo ocidental o calendário faz com que o espírito do Natal se agregue às festas da passagem de ano, potencializando todos os desejos virtuosos de fraternidade e afastando qualquer idéia associada ao egoísmo, ao individualismo e ao proveito próprio. Pensamos somente na acumulação das alegrias provenientes do simples fato de estarmos na companhia de familiares, amigos e até mesmo do nosso semelhante e incógnito próximo.

Durante sete dias os povos ocidentais põem-se a evocar princípios que, se aplicados durante os demais trezentos e cinquenta e oito dias do ano, poupariam bilhões de dólares, milhares de horas dos congressistas, juízes e advogados, e outros tantos milhares de vidas em guerras, em cirurgias mal sucedidas, fazendo ressurgir um planeta menos cinzento e mais feliz.

Quando pensamos em justiça tributária estamos nos referindo ao exercício prático da solidariedade, da parcimônia e da razoabilidade, por meio do qual cada indivíduo contribui de acordo com a sua capacidade – expressa pela renda monetária recebida – para que os serviços que consumimos de forma coletiva possam estar disponíveis a todos, no tempo, no espaço individual de consumo, na quantidade e na qualidade necessária a cada um de nós.

Entretanto, diferentemente do comportamento altruísta e voluntarioso de cidadão que naturalmente adotamos durante a semana mágica das Boas Festas, no restante do ano assumimos a postura passiva e rabugenta de meros contribuintes e consumidores de bens públicos, insatisfeitos com o que nos é devolvido pelo Estado como contrapartida da nossa contribuição.

Temos por hábito desejar Boas Festas e Feliz Ano Novo. Mas tudo não passa de desejos e aspirações sobre os quais não possuímos controle, pois sabemos como as alegrias são distribuídas nos orçamentos. Cabe a nós, amparados nos princípios da Boa Contribuição e da Boa Distribuição, fazermos com que as alegrias sejam tão bem distribuídas como distribuímos votos aos nossos próximos: de forma objetiva, contemplando na exata medida cada um dos nossos semelhantes, e de forma equitativa, reconhecendo as diferenças que existem entre cada um de nós, seja no dimensionamento da nossa contribuição, seja na alocação de recursos destinados ao nosso consumo de bens públicos.


Opções


Sobre este site

Nos juntamos para discutir os rumos do Brasil. Desejamos resgatar a política como meio de organizar melhor a sociedade e construir um país mais justo para brasileiros e vizinhos da América do Sul.

Saiba mais


Instituto Desemprego Zero

Conheça a história do Instituto Desemprego Zero, suas lutas e conquistas. Neste espaço você encontrará textos, vídeos e entrevistas marcantes da instituição que apóia o Rumos do Brasil.

Saiba mais


Entre em Contato

Quer elogiar, criticar, sugerir, perguntar, corrigir ou informar algo? Este espaço é seu. Sinta-se a vontade para utilizá-lo. Mande a sua mensagem, pois você é o motivo de o Rumos do Brasil existir.

Saiba mais


Direitos Reservados © 2013 Instituto Desemprego Zero

Entre em contato

Esse blog utiliza o WordPress