Artes e Cidadania 07/12/2009
A cidade em vermelho e preto
Segunda-feira, dia 07/12/2009, a cidade do Rio de Janeiro amanheceu não com as cores de São Sebastião. O dia clareou em Exu, preto e vermelho. O Mensageiro nos disse que o jeito carioca de ser Flamengo supera tudo, inclusive falta de planejamento, desorganização, apatia, nervosismo, afobação e atos precipitados. Estamos nós, os flamenguistas, numa dimensão mais elevada, numa realidade incomum, fomos contra a lógica do campeonato e, por isso, somos hoje mais generosos. Eu ouvi “Mengo!!!” de San Diego a Luanda, de Atenas a Sidnei. Demos a volta na Terra.
Domingo, dia 06/12/2009, é de Jorge em preto e vermelho. Quando um técnico negro conquistou o título brasileiro de futebol pela última vez? É Jorge em preto e vermelho. Jorge é guerreiro. Salve Jorge! E Jorges, Andrade e Ben, com quem aprendi a ser Flamengo. Na essência da beleza, da pureza e da alegria carioca. Fiz da bandeira rubro-negra um lencinho e chorei de felicidade pelos 6 de todo mundo. Valeu, Jorge.
Sábado, dia 05/12/2009, praia e sol, Maracanã, futebol, Domingo já era Sábado. Fiquei completamente estupefaciado, exageradamente entorpecido de véspera. Saí e só retornei na segunda-feira para escrever essas linhas. Nisso, saquei que dava para ir mais longe… Claro que no sentido místico. O preto-vermelho é uma representação universal. Eram as cores de guerra dos tupinambás, são as flâmulas anarquistas, socialistas e revolucionárias do planeta. Desde 1936, sempre erramos por falta de planejamento, desorganização, apatia, nervosismo, afobação e atos precipitados. O Rio de Janeiro é a eterna casa do Macumbismo Dialético. E o Flamengo é isso, a subversão do absoluto. MENGOOOOO!!!!!!!!!!!!!!