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Quando o debate é o livre uso de entorpecentes, reinam as fantasmagorias caretas. E a família brasileira? Parece até que a Contra-Cultura não existiu e a hipocrisia puritana, que importamos dos EUA junto com outros lixos culturais, é a única maneira de compreender o assunto. Nem pensar! Vamos lá, todo mundo em cana! Os reacionários espumam de ódio alardeando o fim dos tempos quando pensam na possibilidade de abrir um diálogo sincero e desinteressado. É assim, começa com maconha depois… Meninos e meninas dando uns tapas num bagulhinho maneiro. Os viciados alimentam a violência social. Estados e políticos e máfias dominam o comércio internacional, seja para o extermínio de populações pobres, seja para o financiamento de guerras contra-insurgentes. O sofrimento é o caminho sagrado à redenção espiritual. Quem usa droga sabe que acelerar é uma coisa e a onda é outra. Vou dá uma geral, se eu encontrar… Algumas substâncias acelerantes, tal como a cocaína, as anfetaminas e a metafentamina, são usadas para estender jornadas suicidas de trabalho. Menino, que olho vermelho é esse? Enquanto isso, o crack vendido a centavos de dólar norte-americano dizima crianças e jovens embrutecidos pela sociedade burguesa. Isso aqui não é Amsterdam! Aprendi mais com o cloridrato de tramadóide que com as minhas duas graduações universitárias. Isso é papo de vagabundo que não quer trabalhar. Pois bem, agora vêm os fascistóides propor a legalização, como se fosse um favor liberal. Qual será a comissão pelo uso do espaço político, a cota pela quantidade liberada e a porcentagem pelo dinheiro lavado? É preciso gastar mais e melhor com segurança pública. O ‘combate ao crime organizado’ movimenta milhõe$ em gastos públicos. Vamos fazer um trabalho de inteligência. A criminalização é tão lucrativa quanto o tráfico. O LSD é mortal. Não existe bala perdida! Morreram em confronto com a polícia. Em termos psicodélicos (“vai e não volta”), Timothy Leary estava corretíssimo. Nosso cérebro se alimenta de imagens. Concebemos imagens novas e mais humanas quando não somos mentalmente dominados. Quem usa droga não gosta da vida. Certo que os problemas existenciais, a angústia e o medo não são transcendidos artificialmente. As motivações materiais para a busca de paraísos nascem na socialização danificada imposta como solução final. Onde isso vai chegar? Respeito os povos antigos quando o lance era se conectar via fuminho ou peiote. Agora, reduzir consciência para sublimar a barbárie é direitante. O ácido deixa paranóico. Para os progressistas em geral, a droga aliena desde aquela célebre frase de Marx. Contudo, religião e ópio não estão no mesmo patamar. O óleo da semente de papoula taí há um tempão e por isso vai mais longe… São uns sujos! Acredito na união dos viciados contra as ações retrógadas dos idiotas. Cuidado com as más companhias! Aliás, sou levado a crer que a categoria social mais antiga é a de drogado. Digam as pinturas rupestres. Para que fugir? Há mais casos de saúde pública do que histerias repressivas. Seus pais te amam tanto! Diz o ditado: “o bagulho hidropônico é sério, mas o processo baratinado é lento”. Eles não sabem o que fazem nem o que dizem. O uso de drogas enseja a expansão da consciência. Primeiro, eliminando as sinapses deformadas por uma educação lobotômica. Depois, sugerindo novas dimensões cognitivas. Sua maconheira! Uso drogas estupefacientes, não sou traficante, sou contra a dor. Chama a patrulhinha! Será que a esquerda de hoje não conhece os hippies? Nunca escutou Jefferson Airplane e Geração Bendita? Nunca viu Rainbow Bridge? Agrippino de Paula? E o Jimi?


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