Políticas Sindicais 24/11/2009
A mudança que vem de baixo
Um elemento central para reagir a qualquer crise trata-se do resgate do caráter combativo dos movimentos sociais. No Brasil existe uma “semi-falência” da maior parte dos movimentos, sobretudo nos meios sindicais e estudantis. As recorrentes avaliações sobre tal questão, atribuem este problema às divisões da esquerda, seja pela queda da União Soviética, seja pelo governo [...]
Endereço: http://www.rumosdobrasil.org.br/2009/11/24/a-mudanca-que-vem-de-baixo/
Não acredito que se possa falar em “”semi-falência” da maior parte dos movimentos, sobretudo nos meios sindicais e estudantis”. No último dia 11 de novembro as centrais sindicais (meio sindical) realizaram certamente a maior manifestação de trabalhadores do país na capital federal. Defendendo bandeiras que não são apoiadas pelo governo federal e muito menos pelo patronato. A redução da jornada de trabalho sem a redução do salário, o fim do fator previdenciário e a ratificação da Convenção 158 da OIT são algumas das palavras de ordem que foram empunhadas pelos manifestantes vindos de todos os recantos do Brasil na 6ª Marcha da Classe Trabalhadora. A instalação da CPI do MST é mais uma prova da pujança dos movimentos sociais. “Não se bate em cachorro morto”. O que existe da parte dos movimentos sociais é uma certa dificuldade de entender a realidade que se abriu a partir da eleição de um governo que quer se relacionar com os movimentos sociais – diferentemente do anterior que lhes era hostil – até para fazer um contraponto com os “capitalistas”. Essa nova realidade também colocou em cheque a posição de cada um sobre a questão do Estado. A prática, oriunda da insegurança, de ser contra tudo que vem do Estado também ficou na berlinda. Isso tem criado confusão e perplexidade. A partidarização também vai perdendo terreno. A vida vai ensinando e formando novas lideranças. Uma coisa a ser pensada é de que – de certa forma – todas as forças que combateram a ditadura já chegaram ao poder desde a redemocratização e, dados de hoje, constatam que o país tem 21 milhões de empregados e 18,6 milhões de desempregados. Precisamos repensar o Brasil!